UEFA levanta a ameaça de boicote depois de a FIFA recuar
A garantia de que Infantino não avança com a venda de partes do Mundial desarmou o braço-de-ferro. A federação italiana, essa, já tinha retirado o apoio à recandidatura do presidente.
A UEFA levantou a ameaça de boicote às competições da FIFA depois de o organismo mundial garantir que Gianni Infantino não fará avançar, enquanto for presidente, qualquer proposta de venda de partes do Campeonato do Mundo.
"Ninguém está a vender o futebol", respondeu a FIFA, sustentando que se tinha limitado a avaliar a proposta.
Em causa esteve a intenção de criar uma empresa externa — a FIFA Forward Enterprise — para gerir actividades comerciais e torneios com participação de investidores privados. O plano foi retirado perante a dimensão da oposição.
O recuo não apagou os efeitos políticos. A Federação Italiana de Futebol anunciou que retira o apoio à recandidatura de Infantino, cuja eleição está marcada para Março de 2027.
"A FIGC decidiu retirar o seu apoio à candidatura de Gianni Infantino à presidência da FIFA, cuja eleição está marcada para Março de 2027. Esta decisão visa expressar de forma clara e transparente a posição da FIGC, em plena concordância com a UEFA, relativamente às recentes iniciativas promovidas sobre a governação e o desenvolvimento das competições internacionais", lê-se no comunicado.
A federação italiana invocou ainda uma "visão do futebol baseada no mérito, na solidariedade e na sustentabilidade".
O mapa das lealdades ficou desenhado. Contra Infantino alinham várias federações europeias, a UEFA, a CONCACAF e a confederação asiática. A favor mantêm-se a CAF e parte da CONMEBOL.
O desfecho tem consequências práticas imediatas para Portugal: o Mundial de sub-20 feminino, em que a selecção nacional participa, arranca com o primeiro jogo agendado para 7 de Setembro, frente à Coreia do Norte.
Fonte: Imprensa desportiva
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